Parecia que todo mundo tinha tirado o fim de tarde de domingo para ir ao supermercado.
A mulher que estava no Caixa, com dois meninos pulando em volta dela tinha o carrinho lotado, mas o homem á frente da garota que vos fala, tinha, apenas, duas barras de chocolate, um iogurte e um pacote de biscoitos. Dentro de um carrinho onde caberiam fácil os dois meninos pulando. Eu estava apenas inconformada.
Minha mãe falava sobre algo que eu não dava atenção, e o celular no meu bolso tinha o peso de um paralelepípedo. Eu esperava uma SMS/ligação pra melhorar meu humor, totalmente intocável desde meados da semana. Sabia que ambos não viriam, que esperar era inútil, mas a esperança não é a última que morre? Eu tinha que me agarrar em alguma coisa. Minha âncora era a dificuldade em admitir que algo havia dado errado. Minha vida, afinal, não é um conto de fadas.
E eu estava lá, perdida em pensamentos deprimentes, bastante alheia ao ambiente. Não vi o carinha bonitinho com o pai e um carrinho abarrotado que parou atrás de mim. Não vi um dos menininhos que pulavam me alcançando. Senti alguém passar por mim e, meio desnorteada, olhei pra baixo e pro rostinho sério do menino, parado á minha frente.
Minha mãe falava sobre algo que eu não dava atenção, e o celular no meu bolso tinha o peso de um paralelepípedo. Eu esperava uma SMS/ligação pra melhorar meu humor, totalmente intocável desde meados da semana. Sabia que ambos não viriam, que esperar era inútil, mas a esperança não é a última que morre? Eu tinha que me agarrar em alguma coisa. Minha âncora era a dificuldade em admitir que algo havia dado errado. Minha vida, afinal, não é um conto de fadas.
E eu estava lá, perdida em pensamentos deprimentes, bastante alheia ao ambiente. Não vi o carinha bonitinho com o pai e um carrinho abarrotado que parou atrás de mim. Não vi um dos menininhos que pulavam me alcançando. Senti alguém passar por mim e, meio desnorteada, olhei pra baixo e pro rostinho sério do menino, parado á minha frente.
Ele esticou a mãozinha, quase na altura do meu quadril e envolveu minha mão direita.
- Minha dama.
- Minha dama.
Sem me dar a chance de falar nada, beijou as costas da minha mão e saiu correndo.
Assim, do nada. Como se fosse a coisa mais normal do mundo alguém te parar na fila do caixa do supermercado no domingo a tarde depois de uma semana horrorosa e beijar a sua mão e te chamar de "minha dama". A mãe dele sorria e fazia cara de quem dizia mentalmente "Esse menino é impossível!", mas de uma forma boa.
Aquele gesto simples, saído do nada, de uma pessoinha inocente de 7, 8 anos, colocou um sorriso no meu rosto até que eu chegasse em casa. Um sorriso que eu não dava desde quarta-feira.
Ás vezes a ajuda que a gente tanto procura não vem dos conselhos dos seus amigos ou de uma frase de efeito de um livro de auto-ajuda. Vem de quem a gente menos espera, nos lugares mais surpreendentes.
Valorize os pequenos gestos. Ás vezes eles importam mais que grandes declarações.
Assim, do nada. Como se fosse a coisa mais normal do mundo alguém te parar na fila do caixa do supermercado no domingo a tarde depois de uma semana horrorosa e beijar a sua mão e te chamar de "minha dama". A mãe dele sorria e fazia cara de quem dizia mentalmente "Esse menino é impossível!", mas de uma forma boa.
Aquele gesto simples, saído do nada, de uma pessoinha inocente de 7, 8 anos, colocou um sorriso no meu rosto até que eu chegasse em casa. Um sorriso que eu não dava desde quarta-feira.
Ás vezes a ajuda que a gente tanto procura não vem dos conselhos dos seus amigos ou de uma frase de efeito de um livro de auto-ajuda. Vem de quem a gente menos espera, nos lugares mais surpreendentes.
Valorize os pequenos gestos. Ás vezes eles importam mais que grandes declarações.

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