segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Qual é o nome disso? Sacanagem é o nome disso.

Eu fico tentando entender se eu fiz merda. Porque parece que o universo todo está me mostrando isso e está na minha cara mas eu só não quero ver. E eu realmente tenho essa impressão, do nada assim, sabe? Me dá um lapso e a ideia passa pela minha cabeça, vem junto com uma vontade de chorar e meus olhos chegam á se enxer d'água, mas nenhuma lágrima significativa cai- nem lágrimas vazias-, aí eu volto á me sentir bem de novo. E pode não fazer sentido algum- eu sei que não faz-, mas me dá uma impressão...


Eu estou me sentindo usada, sabe? Tipo, você fez tudo aquilo e depois tenta me 'conquistar' do nada e, agora que conseguiu, tá se achando demais só porque acha que consegue me ter a hora que você quiser; e não é assim.


E puta merda, eu só vejo o azul. Aquele azul puro e, azul que eu consegui enxergar tão de perto depois de fodidos um ano e seis meses. E porra, tudo (pra mim) me diz que eu fiz certo, que era aquilo que eu queria não era?, então não tem o que discutir porque eu consegui. Mas aí tem uns filhos da puta pra virem me dizer que a moral deles é maior que a minha e que independentemente da vontade teriam ligado um foda-se porque não valia á pena se humilhar desse jeito- é, exatamente essa palavra que me humilha mais sendo dita do que se tivesse sido deixada sub-entendida (e os mesmos filhos da puta parece que são cegos e não percebem isso)-, que eu era melhor do que tudo aquilo.

Você é- desculpa dizer assim-, mas você é muito otária. Porque desde a primeria vez que ele já tinha dito não, eu teria mandado ele se foder e partido pra outra.
Eu pensei que você já tinha desistido porque rolou aquela parada no ginásio e você pareceu deixar pra lá.


CARALHO! Ninguém entende não é? Não é questão de orgulho, não é questão de vontadezinha boba (tipo vontade que dá em festa). É uma coisa
minha, e sendo minha, ninguém tem direito de meter a porra do dedo onde não foi convidado.
Entenda, entenda antes de tudo, que por incrível que pareça eu sou o tipo de pessoa que não separa as coisas, eu não sou racional. Eu sou complicada e misturo tudo: amor com ódio, amizade e falsidade (não estou dizendo que eu sou falsa, puta que pariu, nunca! Só estou dizendo que, se alguém se comporta dessa maneira comigo, não merece nada além do que a mesma coisa, sacou?). Se alguém brincar comigo, eu vou brincar também (e vai ser o jogo mais viciante de todos os tempos, porque, não querendo ser modesta, eu sei jogar, e muito).
"Cada mente é um mundo", lembra? O comercial da série nova da Fox. A minha mente é um mundo e ninguém entendeu ela até hoje- e eu quero que continue assim, porque ter alguém me entendendo é ter alguém descobrindo o que eu sinto só pelo olhar e isso é assustador (e eu sei que o que eu mais queria era ter aquele viado do R.M. descobrindo o que eu sinto só pelo olhar, mas ele é ele e o que nós tivemos foi importante demais pra cogitar a ideia de não ser ele que me entenderia pelo olhar). Então, não adianta tentar entender porque diabos á um ano e seis meses eu tenho essa ideia fixa na cabeça de querer ficar com ele. Porque eu não sei explicar de onde isso surgiu! Eu só me lembro da primeira semana de aula do ano passado e de poucos alunos no corredor- de eu em frente á 801 e ele em frente á escadaria e a forma como ele sempre esteve lá e eu nunca tinha o visto e puta que pariu, de repente me aparece o garoto. E da forma que eu tentei esconder, mas tava foda e eu acabei recorrendo ás amigas o que nem sempre é uma boa opção (não foi). E lembro de como depois das duas primeiras vezes foi insano o modo como eu não conseguia entender que merda tinha acontecido!
E 5486920 pessoas me disseram que era estupidez, que ele já tinha dito não as outras duas vezes e insistir uma terceira só faria o garoto pensar que era o fodão e que eu estava desesperada- mas FODA-SE!
Não me importo se eu dei uma de obcecada (eu estava); o importante é que consegui.
Eu passei por cima de todo mundo que me disse que era idiotice e que não valia á pena. E eu estou com aquele gostinho de vitória na boca desde sexta, sabe porquê? Porque porra, valeu á pena! Valeu á pena ter esperado todos os dezoito meses. Porque ele parecia me conhecer tão bem, que fez tudo que eu gosto- e eu só consigo lembrar das mãos dele apertando a minha cintura e do jeito que ele sorria.
E se foi uma mentira, nós dois somos ótimos mentirosos.


Isso foi um desabafo insano de uma pessoa muito puta com as próprias amigas.
Se não entendeu, me pergunta.
Juro que serei paciente em explicar e vou adorar saber que alguém leu e se interessou por isso.
Foi o meu estresse, da forma mais gritada possível.
E eu sinto muito pelos palavrões, mas eu precisava, mesmo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O que nós éramos

Um café de Londres, Londres, Inglaterra


Ainda estou procurando a razão pela qual estou aqui.
Achei que seria mais fácil porque já ensaiara as palavras certas. Nada de "Não é você, sou eu!", longe disso. Ensaiei as palavras que julguei que você entenderia. Mas como fui ingênua, não é? Nenhuma palavra faria você entender. Nenhuma palavra me fez entender. Nenhuma palavra saiu da caneta e se jogou, procurando se firmar no papel. Isso só me fez duvidar mais ainda se isso era certo.
Mas, afinal, o que eu ainda tinha pra duvidar?
Não é como se o que tínhamos fosse perfeito. Você não me fazia sorrir, nem nunca me apoiou em nenhuma decisão que eu tomei (embora também não tenha sido contra elas). Você não me fazia sentir-me especial- nunca deu motivos pra que eu pensasse assim-, até porque, eu nunca fui "única".
Por essas e outras mil razões, eu não teria do que duvidar. Mas ainda assim eu duvido.
Pra ser sincera, acho que me acostumei com você. Me acostumei com o seu toque, seu perfume. Com o fato de que você sempre estaria lá, se eu precisasse. Me acostumei com a sua companhia. E só o fato de eu cogitar perdê-la, me fez duvidar de uma coisa que já parecia certa pra mim. Me fez duvidar se te deixar seria certo. Mas você nunca foi meu.
Não pense que falo isso com desdém ou que nunca importou nada pra mim. Mas o fato, concreto, é que eu nunca signifiquei nada pra você.
Eu tentei (e gostaria de dizer que nós tentamos) transformar o que tínhamos em um relacionamento. Mas acho que já comentei que nunca fui única, só me esqueci de comentar que estamos aonde estamos, por culpa sua.
Se eu não consegui mudar a nossa situação, a culpa é toda sua. Porque você nunca me deu segurança, nunca me deu um futuro certo. Eu tentava continuar com o que nós tínhamos (acho que por causa da comodidade), pensando que um dia você perceberia que eu sentia algo por você. Mas, se você percebeu, nunca se importou. Você é um desgraçado por isso.
Metade das coisas que você me disse eu nunca vou saber se foram verdadeiras. O pior, é que eu aposto que não foram. Isso me faz questionar o porquê de você ter mentido tanto pra mim. Mas eu não vou querer ouvir se você resolver me dizer.
Porque eu já tomei a minha decisão. Ela foi tomada lá no ínicio, mesmo que as dúvidas tenham me assolado. Ela foi tomada á partir do momento em que eu percebi que eu era um brinquedo pra você. Eu só estava reunindo coragem pra anunciá-la. E mesmo que você me dissesse o motivo da falsidade sem fundamento (sim, sem fundamento, porque você não precisaria mentir pra mim pra me conquistar), isso não mudaria a minha decisão. Só me faria ter mais raiva de você.
Nos primeiros cinco minutos depois de virar a esquina, eu pensava na merda que eu tinha feito. Por que desistir de você? Por que deixar meu ponto de equilíbrio pra trás?
E nos outros cinco minutos após os primeiros, eu percebi que não tinha feito merda nenhuma. Que você não era meu ponto de equilíbrio; que você podia estar ali agora, mas quem ia me garantir que á qualquer minuto poderia não estar mais? Quem fez merda, foi você. E agora, tem que aprender á arcar com as consequências dos seus atos.
Eu não escrevi essa carta de linhas tortas pra você, a escrevi pra mim. Mas a envio a você pra ter certeza de que finalizei o que nós tínhamos.
O que quer que "tínhamos", se ainda não ficou claro, sinto dizer, acabou.