Post super duper curto pra Marianna, Nayara e Juliana (que leram primeiro). E também porque elas que colocam essas ideias absurdas na minha cabeça toda tarde.
E em homenagem á todas as pessoas que têm desejos estranhos e nunca falam deles. Todos os meus desejos são estranhos; e não tenho vergonha de nenhum ;).
Pense. Fale. Faça. Antes que não haja mais tempo.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Se o mundo realmente "fosse meu" eu...
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Stigmatized
-E você não é?
-Não! Eu simplesmente tenho algo com você que não tenho com mais ninguém. Mas eu não estou apaixonada por você. Eu acho.
-Achar não é ter certeza.
-Eu não tenho mais certeza de nada desde que te beijei.
-Só... Volta pra sua namorada e esquece que eu existo- ela disse, querendo sair dali, mas sem ter coragem.- Vai ser melhor pra voc... Pra nós dois.
-Você tem certeza?
-Não.
-Não tem como você dizer que isso não é importante pra ninguém aqui, você sabe que é. Mas essa é a única certeza que eu tenho.
-Isso não me prova muita coisa.
-Isso não me prova coisa alguma.
-Então você entende que tudo isso é idiota, não entende? Que eu não preciso passar por isso e nem você. Que você pode virar as costas e nunca mais olhar pra mim se não quiser. Acabar com toda essa palhaç...
-Não diga.
-Então o que você quer que eu diga? Que isso é maravilhoso e que devemos continuar assim até que alguém fique ciente de que isso é ridículo?
-Eu vou embora.
-Você...- ela olha pra ele, esperando qualquer coisa, qualquer palavra, qualquer reação que esboçasse o que ele realmente sentia.- Você não pode simplesmente ir.
-Então o que você quer que eu faça?
-Eu...
-Diz- ela pediu.
-Eu quero que você fique. Que se preocupe uma única vez com o que isso realmente é. Porque eu e você sabemos que isso não pode ser nada. É alguma coisa. Mas ninguém vai descobrir sozinho.
-Você... Deixaria tudo?
-Eu...
-Chega. Eu vou virar as costas e sair daqui. Vou apagar qualquer resquício dessa conversa idiota da minha mente e fingir que tudo não foi nada. Como você fez. Como você sempre faz.
-Você sabe que não adianta. Que nós estamos ligados por um fio invisível. Que você é minha até que alguém prove o contrário.
-Então não aja com se não existisse nada!- ela disse, se virando e ficando de frente pra ele.
-Eu não sei se finalmente te achei ou te perdi definitivamente dessa vez. Eu só sei que o que existe aqui, é realmente importante pra nós dois. Isso é uma certeza. Mas eu só tive essa certeza agora. E por favor, não me diz que é tarde demais, por favor.
-Não é tarde demais.

quinta-feira, 18 de março de 2010
You make me feel so, happy (:
Para Manuela Machado
Uma vez, eu cheguei na orientadora de manhã, meio atrasada e com a cara completamente amassada, e vi uma menina sentada na cadeira meio que concentrada e com uma ruga na testa. Eu perguntei á Gih quem era ela e ela disse que era Manuela. Eu fiquei meio constrangida e tal's, porque sou meio, "anti-social". Ela ficava vegetando lá parada, e depois comaçava á dar risada, assim, do nada!
Eu ria das caras que ela fazia. Também, não tinha como não rir! Em pouco tempo, ela foi conquistando um pedacinho no meu coração. Era inevitável não sentir saudades dos casos da vida dela que ela contava com a maior naturalidade, ou das coisas idiotas que ela dizia. Ou até do jeito chato que ela tinha quando irritava.
Eu sei que ela é como qualquer ser-humano comum. Comete erros e/ou acertos. Sofre tão ou quanto qualquer outra pessoa. Mas ela tem um jeito único de passar por cima de todas as dificuldades e simplesmente ir levando. E é isso que encanta nela.
Tipo, eu posso estar me afundando num poço de lágrimas, mas se chego perto dela, toda sensação ruin vai embora. Ela tem uma aura mágica envolta de si que faz com que todo mundo goste dela.
Eu a admiro pela força. Força essa, que eu não tenho e acho que nunca vou ter.
Eu só queria poder lembrar dela aqui, pra eu nunca esquecer, que mesmo se eu estiver me sentindo a pior das pessoas, vou poder contar com ela pra um simples sorriso voltar ao meu rosto.
Então Manu, pule, grite, abra um sorriso, cante alto, fale besteiras até cansar, discuta com alguém sem ter motivo, sonhe besteiras e depois saía contando por aí. Enfim, seja feliz, e me deixe feliz (:
Eu amo você, Panguante Mãe <3
you make me smile (:
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Fixação
Esse texto é baseado na minha volta do Carnaval. Tudo bem que é "meio" sem sentido ser sobre o final e não o começo ou o meio, mas foi a coisa mais "intensa" que rolou. Então ..
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Love and Hatred
Porque o ódio e o amor andam de mãos dadas e blá, blá, blá...
Tudo bem, isso pode até ser verdade; mas quem garante que o amor não estava lá todo esse tempo? Que ódio, é uma forma de se “demonstrar” o amor? Que quando você odeia, você mais ama que odeia? Tudo bem, admito que ficou confuso. Deixe-me ser mais clara:
Fez sentido agora? É como aquela historiazinha bem típica de “Orgulho e Preconceito”. O Sr. Darcy e a Srtª. Bennet se odeiam com tal intensidade, que se casam. Sem sentido não?
Como eu já ouvi de várias bocas por aí, “Ódio é tesão reprimido”. E tenho que confirmar que sim, ódio é tesão reprimido. Ódio é algo tão estranho, que eu nunca ouço muito sobre ele. Mas quando ouço, “amor” sempre ta na mesma frase.
É estranho o quanto duas palavras/sentimentos diferentes estão interligadas. Porque ninguém consegue amar sem odiar.
E até o fim dos tempos, ódio e amor vão ser como cúmplices: andando de mãos dadas e lado á lado.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Sobre sentir saudade
Ela estava encolhida num canto, com o rosto entre as mãos e os joelhos encolhidos. Ninguém falava nada. Eu queria poder dizer que ia ficar tudo bem e que ela não precisava ficar assim; mas eu não conseguia. Eu sabia que seria o último dia e que talvez, em 2010, ela não estivesse mais lá. Nem ela, nem Jamenson nem um monte de gente especial pra mim. E ela chorava porque, embora ainda faltasse um dia, ela já sabia que sentiria saudades de tudo o que fez, durante um ano, e que agora, não vai mais poder fazer.
E todo mundo sentiu saudade dos 300 dias que passamos juntos, levando bronca e construindo um tipo de amizade que é difícil de quebrar. O tipo de amizade que se carrega a vida inteira.
Eu tentei entender nos dias seguintes o que saudade significava pra mim. Quebrei a cabeça, e mesmo assim, não descobri. É difícil você entender o que é saudade quando esse sentimento se encontra de uma forma tão intensa dentro de você. Eu sinto saudade de quando era criança e não fazia nada (embora hoje em dia, eu continue não fazendo nada...), sinto falta de pessoas importantes pra mim que já não estão mais aqui. Sinto saudade da tanta coisa, que foi difícil achar a graça em sentir saudades.
E mesmo que a maioria de nós fossem se ver esse ano, continuamos num silêncio completo esperando a reação de Flavinha. Esperando ela parar de olhar pro nada e entender que, saudade, por mais que doa, é o tipo de coisa que todo mundo vai viver.
Mas eu percebi que, a saudade só existe por um único propósito: não te deixa esquecer uma pessoa/coisa/momento ou afins. Sem a saudade a pessoa/coisa/momento se torna só uma lembrança vaga que você acaba esquecendo. A saudade, serve pra te fazer lembrar que nem toda as coisas/pessoas/momentos precisam ser esquecidos. Serve pra te fazer sorrir, e não chorar.
Eu não gosto de sentir saudade. Me deixa cabisbaixa. Mas eu gostei de ter sentido saudades naquele dia. Lembrei de tudo o que aconteceu e sorri, porque esse ano seria tudo diferente. E eu não gostaria que fosse igual.
