sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Se o mundo realmente "fosse meu" eu...


...Colocaria todas as minhas lojas preferidas em liquidação. Traria os Beatles de volta. Teria ingresso VIP e passe livre pros bastidores dos melhores shows! Passaria um ano em NY me adaptando á uma vida glamurosa á lá Serena van der Woodsen, só pra ter certeza de que não trocaria minha cidade por nada. Me mudaria pra um apartamento. Compraria um bullador e daria á ele o nome de Bradd. Roubaria um beijo de RobPattz e sairia correndo. Faria o mesmo com Tom Felton e Jason Dolley; e talvez, com "Draco Malfoy". Faria Campos parecer Londres com chuva 300 dias por ano (e rezaria pra Marianna e Nayara não me matarem por isso). Conseguiria terminar uma borracha. Seria tão cara-de-pau quanto Aline. Tomaria coragem pra ir numa roda gigante. Não teria pavor de altura. Faria uma combinação inédita no meu Champion. Inventaria nome pra coisas além do meu celular, meu computador, Mp4 e travesseiro. Pintaria meu quarto e minhas unhas de azul "cor-de-caneta-Bic". Usaria aquele vestido com meu All-Star de cano médio. Ficaria bêbada e dormiria na praia (e nunca mais faria isso outra vez!). Acabaria com as depressões "pós fora" e com as especulações do fim do mundo. Ignoraria M. pelo resto dos dias. Não sentiria absolutamente nada por R. Desistiria de L.

E ia querer que as últimas suposições não fossem verdade.

Post super duper curto pra Marianna, Nayara e Juliana (que leram primeiro). E também porque elas que colocam essas ideias absurdas na minha cabeça toda tarde.
E em homenagem á todas as pessoas que têm desejos estranhos e nunca falam deles. Todos os meus desejos são estranhos; e não tenho vergonha de nenhum ;).
Pense. Fale. Faça. Antes que não haja mais tempo.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Stigmatized

-As pessoas ficam dizendo por aí que eu sou apaixonada por você.
-E você não é?
-Não! Eu simplesmente tenho algo com você que não tenho com mais ninguém. Mas eu não estou apaixonada por você. Eu acho.
-Achar não é ter certeza.
-Eu não tenho mais certeza de nada desde que te beijei.
    Silêncio perturbador, e a única certeza que nenhum dos dois tinha: aquela conversa era desnecessária.
-Só... Volta pra sua namorada e esquece que eu existo- ela disse, querendo sair dali, mas sem ter coragem.- Vai ser melhor pra voc... Pra nós dois.
-Você tem certeza?
-Não.
    Ela suspirou cansada.
-Não tem como você dizer que isso não é importante pra ninguém aqui, você sabe que é. Mas essa é a única certeza que eu tenho.
-Isso não me prova muita coisa.
-Isso não me prova coisa alguma.
-Então você entende que tudo isso é idiota, não entende? Que eu não preciso passar por isso e nem você. Que você pode virar as costas e nunca mais olhar pra mim se não quiser. Acabar com toda essa palhaç...
-Não diga.
    Ela respira fundo, pensando antes de se irritar.
-Então o que você quer que eu diga? Que isso é maravilhoso e que devemos continuar assim até que alguém fique ciente de que isso é ridículo?
    Ele abre a boca duas vezes, mas fecha e fica calado. Ela fala, esperando que seja pela última vez naquela conversa inútil.
-Eu vou embora.
-Você...- ela olha pra ele, esperando qualquer coisa, qualquer palavra, qualquer reação que esboçasse o que ele realmente sentia.- Você não pode simplesmente ir.
-Então o que você quer que eu faça?
-Eu...
    Ele estancou, sem coragem.
-Diz- ela pediu.
-Eu quero que você fique. Que se preocupe uma única vez com o que isso realmente é. Porque eu e você sabemos que isso não pode ser nada. É alguma coisa. Mas ninguém vai descobrir sozinho.
-Você... Deixaria tudo?
    Ele sempre foi previsível. Mas ela pensou que ele mudasse, com o tempo. Ele vacilou mais uma vez antes de abrir a boca e não conseguir sequer completar a frase:
-Eu...
    Silêncio e decepção.
-Chega. Eu vou virar as costas e sair daqui. Vou apagar qualquer resquício dessa conversa idiota da minha mente e fingir que tudo não foi nada. Como você fez. Como você sempre faz.
    Ela mordeu o lábio e colocou as mãos nos bolsos do casaco. Olhou nos olhos vermelhos e fundos dele. E virou.
-Você sabe que não adianta. Que nós estamos ligados por um fio invisível. Que você é minha até que alguém prove o contrário.
    Ela respirava pesadamente, ainda de costas pra ele. Sem reação. Os lábios entreabertos. Os olhos vermelhos e uma dor enorme na garganta.
-Então não aja com se não existisse nada!- ela disse, se virando e ficando de frente pra ele.
    Ele olhou nos olhos castanhos dela, olhou intensamente. Como se quisesse mergulhar neles, se afundar neles.
-Eu não sei se finalmente te achei ou te perdi definitivamente dessa vez. Eu só sei que o que existe aqui, é realmente importante pra nós dois. Isso é uma certeza. Mas eu só tive essa certeza agora. E por favor, não me diz que é tarde demais, por favor.
    Ela olhou nos olhos dele com a mesma intensidade.
-Não é tarde demais.
    Então o fio invisível que os unia se reforçou com a frase curta, mas decisiva que a voz dela pronunciou. E a conversa inútil e desnecessária originou algo que nenhum dos dois esperava; uma certeza.
-.-.-
-.-.-.-
-.-.-.-
-.-.-.-
Post pra Fran que fica me enchendo sobre esse tipo de assunto.
Ideias á mil e só uma solução pra todas as frases improvisadas e pensadas.
Só alguns metros e nada mais. O fato é que não faz diferença.
Tudo o que eu queria mas não queria.

quinta-feira, 18 de março de 2010

You make me feel so, happy (:

Para Manuela Machado

    Uma vez, eu cheguei na orientadora de manhã, meio atrasada e com a cara completamente amassada, e vi uma menina sentada na cadeira meio que concentrada e com uma ruga na testa. Eu perguntei á Gih quem era ela e ela disse que era Manuela. Eu fiquei meio constrangida e tal's, porque sou meio, "anti-social". Ela ficava vegetando lá parada, e depois comaçava á dar risada, assim, do nada!

    Eu ria das caras que ela fazia. Também, não tinha como não rir! Em pouco tempo, ela foi conquistando um pedacinho no meu coração. Era inevitável não sentir saudades dos casos da vida dela que ela contava com a maior naturalidade, ou das coisas idiotas que ela dizia. Ou até do jeito chato que ela tinha quando irritava.

    Eu sei que ela é como qualquer ser-humano comum. Comete erros e/ou acertos. Sofre tão ou quanto qualquer outra pessoa. Mas ela tem um jeito único de passar por cima de todas as dificuldades e simplesmente ir levando. E é isso que encanta nela.

    Tipo, eu posso estar me afundando num poço de lágrimas, mas se chego perto dela, toda sensação ruin vai embora. Ela tem uma aura mágica envolta de si que faz com que todo mundo goste dela.

    Eu a admiro pela força. Força essa, que eu não tenho e acho que nunca vou ter.

Eu só queria poder lembrar dela aqui, pra eu nunca esquecer, que mesmo se eu estiver me sentindo a pior das pessoas, vou poder contar com ela pra um simples sorriso voltar ao meu rosto.

Então Manu, pule, grite, abra um sorriso, cante alto, fale besteiras até cansar, discuta com alguém sem ter motivo, sonhe besteiras e depois saía contando por aí. Enfim, seja feliz, e me deixe feliz (:

Eu amo você, Panguante Mãe <3

you make me smile (:

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fixação

Por Yasmin Albuquerque

   Oito e quarenta e cinco da noite. Só o barulho do motor incomodava o ouvido das pessoas dentro do ônibus, saindo da praia em direção á cidade. Uns dormiam, cansados do Carnaval. Outros, só olhavam pra frente, querendo que chegasse logo. E alguém, tinha fones no ouvido e um olhar apreensivo pra janela. Fechava os olhos e os abria logo depois. Parecia estar nervosa. O ônibus parou na esquina principal antes de pegar a estrada e cinco garotos entraram.Ela conhecia dois, embora não falasse com eles. E quando viu quem eram, simplesmente virou o olhar pros outros 3 que entravam pela porta.
   Típicos garotos normais que vão á praia no verão curtir. Mas um deles era... Tentadoramente diferente. Ok, poderia até parecer igual á qualquer surfista que anda largado e que gosta de ouvir Jason Mraz. Tinha o cabelo meio comprido, escondido pelo boné. Tinha a pulseira verde, vermelha e amarela do Bob Marley que todo mundo tem. E tinha uma prancha de bodyboarding embaixo do braço. Mas ele, diferente dos outros garotos, olhou pros olhos dela. E ela correspondeu ao olhar.
   Ele, não falou nada e se sentou na frente dela. Então, ela reparou em tudo nele. Olhos, bochecha, cabelo, voz, mãos, dedos, boca... E simplesmente sorriu com toda a idiotice de se encarar alguém tão profundamente. Mas continuou com os olhos seguindo cada traço dele que lhe era permitido ver. Reparou em como a boca dele meio aberta enquanto ele respirava lhe parecia incrivelmente convidativa. E encarou a boca dele até perceber o olhar dele em sua direção.
   E aí ela reparou nos olhos dele. Verde ou marrom bem claro, não conseguiu ver direito, a luz do ônibus era meio apagada. Mas tinha certeza que eram claros, como o mar em toda quarta-feira de cinzas, ou como uma bala de caramelo. E quando ele olhou pra ela, os olhos dela encontraram a escuridão na janela e relâmpagos no céu. E suspirou, desejando mais que tudo que chovesse de uma vez. E voltando a olhar pra frente, percebeu as mãos dele estendidas, tocando a prancha, enquanto ele tamborilava os dedos parecendo impaciente.
   E teve o tipo de coisa que só se tem em novelas ou em filmes de Hollywood. Teve um insight dos mais sem noção possível. Imaginou as mãos dele em suas costas enquanto seus dedos permeavam o cabelo macio. Imaginou aquelas mãos se fechando em sua cintura enquanto ela suspirava e fechava os olhos antes de juntarem os lábios. Imaginou ele sendo dela e ela sendo dele. E surtou porque esse tipo de coisa não acontece normalmente. E quando acabou, suspirou derrotada e virou o olhar de volta pras mãos dele. E percebeu que o olhar dele, caía sobre ela.
   Então olhou pra frente e viu que tinha que descer. Levantou do assento, com “The Only Exception” tocando nos fones de ouvido e puxou o cordão que fez o sinal ecoar por todo o ônibus enquanto levantava e o esperava parar. E quando passou por ele, sentiu seu perfume favorito e sentiu o olhar dele queimando em suas costas. E quando desceu e parou no ponto, o seguiu com o olhar, até onde deu.
   E depois, simplesmente seguiu em direção á sua casa, suspirando por ter sido por uma só vez. E que isso, talvez nunca voltasse á acontecer. Com quase um milhão de pessoas vivendo em uma cidade, as chances deles se verem, são praticamente inexistentes. Ou talvez não.

Esse texto é baseado na minha volta do Carnaval. Tudo bem que é "meio" sem sentido ser sobre o final e não o começo ou o meio, mas foi a coisa mais "intensa" que rolou. Então ..


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Love and Hatred

Porque o ódio e o amor andam de mãos dadas e blá, blá, blá...


Tudo bem, isso pode até ser verdade; mas quem garante que o amor não estava lá todo esse tempo? Que ódio, é uma forma de se “demonstrar” o amor? Que quando você odeia, você mais ama que odeia? Tudo bem, admito que ficou confuso. Deixe-me ser mais clara:

Alguém uma vez me disse, que pra se amar, basta odiar.


Fez sentido agora? É como aquela historiazinha bem típica de “Orgulho e Preconceito”. O Sr. Darcy e a Srtª. Bennet se odeiam com tal intensidade, que se casam. Sem sentido não?
Como eu já ouvi de várias bocas por aí, “Ódio é tesão reprimido”. E tenho que confirmar que sim, ódio é tesão reprimido. Ódio é algo tão estranho, que eu nunca ouço muito sobre ele. Mas quando ouço, “amor” sempre ta na mesma frase.

É estranho o quanto duas palavras/sentimentos diferentes estão interligadas. Porque ninguém consegue amar sem odiar.

E até o fim dos tempos, ódio e amor vão ser como cúmplices: andando de mãos dadas e lado á lado.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sobre sentir saudade

   Ela estava encolhida num canto, com o rosto entre as mãos e os joelhos encolhidos. Ninguém falava nada. Eu queria poder dizer que ia ficar tudo bem e que ela não precisava ficar assim; mas eu não conseguia. Eu sabia que seria o último dia e que talvez, em 2010, ela não estivesse mais lá. Nem ela, nem Jamenson nem um monte de gente especial pra mim. E ela chorava porque, embora ainda faltasse um dia, ela já sabia que sentiria saudades de tudo o que fez, durante um ano, e que agora, não vai mais poder fazer.



   Sorrisos e lágrimas; palavras e silêncio e tudo o que eu poderia ter esperado da convivência com eles ano passado. Mas nos últimos dias, bateu aquela saudade. Saudade porque metade deles não estariam lá em 2010. Saudade de cada um pela personalidade forte deles. Saudade por tudo que tínhamos feito e que não poderíamos mais fazer.
   E todo mundo sentiu saudade dos 300 dias que passamos juntos, levando bronca e construindo um tipo de amizade que é difícil de quebrar. O tipo de amizade que se carrega a vida inteira.

   E mesmo que a maioria de nós fossem se ver esse ano, continuamos num silêncio completo esperando a reação de Flavinha. Esperando ela parar de olhar pro nada e entender que, saudade, por mais que doa, é o tipo de coisa que todo mundo vai viver.

   Eu tentei entender nos dias seguintes o que saudade significava pra mim. Quebrei a cabeça, e mesmo assim, não descobri. É difícil você entender o que é saudade quando esse sentimento se encontra de uma forma tão intensa dentro de você. Eu sinto saudade de quando era criança e não fazia nada (embora hoje em dia, eu continue não fazendo nada...), sinto falta de pessoas importantes pra mim que já não estão mais aqui. Sinto saudade da tanta coisa, que foi difícil achar a graça em sentir saudades.
   Mas eu percebi que, a saudade só existe por um único propósito: não te deixa esquecer uma pessoa/coisa/momento ou afins. Sem a saudade a pessoa/coisa/momento se torna só uma lembrança vaga que você acaba esquecendo. A saudade, serve pra te fazer lembrar que nem toda as coisas/pessoas/momentos precisam ser esquecidos. Serve pra te fazer sorrir, e não chorar.
   Eu não gosto de sentir saudade. Me deixa cabisbaixa. Mas eu gostei de ter sentido saudades naquele dia. Lembrei de tudo o que aconteceu e sorri, porque esse ano seria tudo diferente. E eu não gostaria que fosse igual.



Porque sentir saudades faz parte