terça-feira, 20 de outubro de 2009

Seu olhαr.

Para Léo Barreto
    O seu olhar pra mim foi intenso demais.
    Eu tentava desviar mas não conseguia, ainda sentia seus olhos nas minhas costas. Isso me encomodava.
    Você mantinha um semblante sério. Não deu um sorriso sequer. Isso também me encomodava.
    Mas aí eu fui embora. E o seu olhar intenso ficou pra trás. Se perdeu em montes de outros olhares vazios e sem sentido. Isso me deixou vazia.
    Porque uma parte de mim se perdeu naquele olhar. No seu olhar. E o seu olhar me fez falta. O seu olhar me deixou vazia.
    E eu fiquei pensando no porque da intensidade do teu olhar. No porque de seu rosto sem sorriso, quando os outros á sua volta riam. No porque de me deixar vazia. E eu me arrependi de ter ido embora. Queria ainda sentir o teu olhar, porque ele ainda me fazia falta.
    E a cena do seu rosto parado, com seu olhar intenso rondou a minha mente. Perguntas sem respostas, lágrimas com sorrisos, lembranças, medo.
    Medo de jamais ter seu olhar sobre mim novamente.
    E por mais que ele me encomodasse, eu queria o seu olhar intenso de volta.

sábado, 17 de outubro de 2009

Nada mais importa.

    Não quero mais vê-lo. Isso não importa.
    Não quero mais pensar nele. Isso não importa.
    Não quero desejá-lo. Isso não importa.
    Não quero ser deixada de lado por ele. Isso não importa.
    Não quero os olhos castanhos dele sobre mim outra vez. Isso não importa.
    Não quero as mãos frias dele na minha cintura. Isso não importa.
    Não quero o sorriso malicioso dele pra mim quando me vê. Isso não importa. Nada disso importa.
Talvez tudo o que ocorria em mim perto dele, não importava. Todos os efeitos que ele causava em mim, não importavam. Os arranhões distribuídos pelo corpo dele, não mais importavam. Aquela não era eu. Com ele eu nunca era eu. Nunca, mas isso não importava.
Tinha consciência dos meus atos, mas nunca media as consequências depois. Isso não importava. O que aconteceria depois não importava, o que importava era o aqui e agora. Apenas isso.
Ele sabia que eu nunca era eu quando estava com ele. Ele sabia que eu não queria, mas mesmo assim fazia. O que eu sentia não importava. Nada disso importava.
    Mas ainda assim, não quero os lábios dele contra os meus. Isso nunca importou.
    Não quero mais os lábios dele no meu pescoço. Não importa o quanto eu goste disso.
    Não quero mais lembrar de todas as atrocidades que cometíamos juntos. Não importa.
    Não quero mais encará-lo e receber um olhar frio como resposta. Realmente nunca importou.
    Não quero imaginar como seria se ele me beijasse outra vez. Simplismente não importa.
    Não quero o corpo dele contra o meu. Isso de verdade nunca importou.
Me desapontar foi horrivél. Saber que o que eu queria nunca teria, pior ainda. Mas ninguém teve o cuidado de me dizer isso da melhor forma possivél. Ninguém liga pra isso. Porque isso não importa. Pra ninguém, isso não importa. Só importava pra mim. Porque foi eu quem pensei que todo esse tempo, os olhos escuros mas mesmo assim frios dele, se dirigiam a mim. Porque os olhos dele eram inquisitivos, parecendo lerem a minha mente. Mas isso pra ele, verdadeiramente nunca importou.
    Porque eu não suportaria sentir ele outra vez. Isso nunca importou pra ninguém.
    Mas eu não suportaria encará-lo da mesma forma. Nunca importou.
Because nothing more it mattersporque nada mais importa.
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Baseado em fatos reais.