sexta-feira, 17 de maio de 2013

So can we do it all over again?



A gente pode começar de novo?
Voltar lá naquela festa, 24 de março do ano passado (pois é, eu lembro bem).
Todos perdidos em beijos vazios e bêbados, menos nós dois.
Eu me aproximaria, porque ficaria deslocada no meio de toda aquela pegação. "Ei, você é primo de Lucas, né?" - nunca fui boa puxando assunto. Mas você me surpreenderia. Seria gentil, simpático... Toda essa merda de etiqueta, sabe? Regrinhas de educação que a gente segue quando esta conhecendo alguém. Enfim engataríamos um diálogo.
Alguém perguntaria - qualquer um de nós dois -, o típico "E aí, namorando?". Eu diria que não. Um não chateado porque era isso o que eu queria, um namorado. Mas o mundo não é uma fábrica de realização de desejos.¹ "E você?", devolveria a pergunta, porque é isso o que a gente tem que fazer, mesmo se não estiver interessado. Nesse caso, eu estaria. Mas tentaria não soar esperançosa. "Eu tenho", você me diria com um sorriso e eu sorriria também, pensando "ah, que pena, não foi dessa vez!". Porém esse não seria o fim de nossa conversa. Seguiríamos nos conhecendo melhor o resto da festa, e, quando eu fosse embora, reconheceria em você um amigo em potencial.
As coisas seriam tão mais fáceis se tivéssemos agido normalmente, não é? Eu não sentiria falta de você e sua namorada não sentiria ciúmes de você comigo.
O ser humano e suas escolhas equivocadas...


¹Referência ao livro "A Culpa é das Estrelas", de John Green. Corre pra ler!
PS: O título é uma frase da música "Over Again", da One Direction, escrita pelo muso Ed Sheeran.

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