sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A arte de sorrir


   Os olhos brilham e os lábios se curvam. Um sorriso. O mais perfeito e sincero sorriso. Causado por choques elétricos vindos de risadas altas e contagiantes que se originam em vocês. Ás vezes espontâneas. Outrora sem motivo. Mas sempre radiantes. Sempre me fazendo sorrir também. Porque vocês têm esse dom. O dom de me fazer sorrir. Mesmo nas piores horas, vocês me fazem sorrir. Mesmo quando o momento é impróprio, vocês me fazem rir.
   Vocês manipulam um sorriso de uma forma única. Porque quando tudo fica escuro e alguém sorri, a luz volta. Porque vocês tem uma forma única de deixar alguém feliz. E não é com palavras ou outra coisa do tipo, é com o simples ato de sorrir. Coisa que poucas pessoas conseguem.
   Mas como cada sorriso, vocês são únicos. São únicos e essenciais pra mim. Porque eu acho que a vida sem o sorriso de vocês seria insuportável. Não teria cor, não teria graça, não teria sentido. Porque vocês deixam meu mundo colorido quando abrem um sorriso.
   Em cada um de vocês, existe o dom de sorrir. O dom de deixar alguém feliz. Porque em cada atitude louca de vocês, a arte de sorrir está presente. O sorriso estampado no rosto está presente. E pra deixar alguém feliz, só um sorriso basta.
Porque os sorrisos de vocês me deixam feliz. E isso basta.

Pra Gi, Luci, Mille, Jamenson,
Felipe, Coutinho, Barbie,
Alex, Lucas, Jéssica, Flah
Nicoly & Matheus, porque vocês me fazem sorrir.



x Texto feito pra galera que me fez sorrir dia 11 de Dezembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Nuvens cinzas

    As gotas caiam no vidro da janela do quarto. Estava chovendo. O tipo de chuva que quando cai, não se tem noção de quando vai parar de cair. É estranho pensar que existem pessoas que não gostam da chuva. A chuva é mágica. É como, chorar quando se está triste ou entrar no mar pra "lavar a alma". É isso que a chuva faz. Ela carrega tudo de ruim que teima em ficar presente. As lembranças ruins, sonhos ruins, tempos ruins.

    O som das gotas de chuva caindo no chão me acalma. É parecido com as lágrimas que meus olhos teimam em deixar cair. Mas não são comparadas á toda mágica que envolve a ação que é chover. Porque as pessoas não costumam gostar da chuva. Elas gostam do sol brilhando alto no céu, gostam de calor, não de nuvens cinzas e tempo fechado. Mas eu gosto. Mesmo que isso não importe tanto.

    Eu gosto do cheiro de terra que fica quando começa á chover, eu gosto das árvores pingando e de me sentar e ficar horas olhando a chuva. Eu gosto de andar no asfalto molhado. Eu gosto de fechar os olhos e só ouvir. Ouvir o som da chuva. Eu gosto de tomar banho de chuva. De sentir as gotas frias sobre a minha pele. É como pular de bungee jumping. É adrenalina. É vontade de fazer milhões e milhões de vezes. Porque é uma sensação indescritível.

    E a chuva me encanta como nada mais faz. Porque ela é perfeita por si só. Porque todas as coisas mais indescritíveis acontecem quando chove. Porque quando eu me casar, eu quero que esteja chovendo. Quero beijar na chuva. Quero que a chuva presencie todos os momentos importantes da minha vida.

    Porque aí, eles serão eternizados.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Incertezas.

   Eu não precisei de mais nada. Só te ver outra vez. Bastou eu saber que era você, tão próximo á mim, pra eu lembrar de tudo que já havia esquecido. Completamente tudo. Bastou eu olhar nos seus olhos pra saber que você também não tinha esquecido. Nunca esqueceu. E bastou eu ter você perto de mim de novo, pra ter certeza de que você faria tudo outra vez. E eu não moveria um dedo pra impedir.


- Não, por favor, para- pedi quando senti você mais próximo a mim, coloquei minhas mãos no seu peito-, não quero fazer isso outra vez.
   Foi automática a sua cara de espanto. Eu sabia que você não esperava por uma negação, ainda mais vinda de mim, mas também sabia que não ia desistir.
- Por que?- você me perguntou com os braços envolvendo minha cintura.
   Você sabia a resposta, e era inteligente o suficiente para saber que eu não queria dizer. Mas parece que você queria ter certeza, só pra continuar caminhando com o mesmo erro nas costas depois, mesmo sem ligar. Queria ver meus olhos brilhando e minha voz rouca tentando segurar lágrimas que viriam logo depois. Parece que você queria me ver sofrer.
   E eu ignorei tudo isso, quando desviei o olhar de você e disse:
- Não quero fazer isso tendo a certeza de que você vai embora depois.
   Fechei meus olhos e respirei fundo. A ardência em minha garganta denunciava o choro que viria logo, logo, caso não saísse de perto de você. Mas você não me deixaria sair.
- Eu não faria isso- você disse me encarando-, sabe que nunca faria isso outra vez.
   Ri, mesmo que o momento não fosse propício á isso.
- Você sempre diz a mesma coisa- deixei escapar.
   Você permaneceu sério e por um minuto eu pensei que você tinha finalmente acreditado nas minhas palavras. Mas me enganei outra vez.
- Se eu fosse fazer isso outra vez, não estaria aqui.
   Suspirei, seria inútil discutir com você. E seria inútil tentar reverter uma situação irreversível. E o pior de tudo, é que sempre seria assim, e eu sabia disso.
- Eu não consigo...
   Minhas palavras morreram assim que tive certeza de que o resto da frase faria você ir pra longe de mim. E por mais que eu estivesse tentando fazer isso á horas, sentiria sua falta. Eu só não queria admitir isso.
- Não consegue o quê?- você me encorajou.
- Não consigo ser sensata perto de você.
   Você sorriu e me encarou mais uma vez. Era inacreditável o modo como você ficava impassível numa situação dessas.
   Senti o seu abraço afrouxar e numa atitude impensada, segurei seus braços impedindo que você fosse. Seu semblante era confuso, e a minha cabeça idem.
- Por que fez isso?- você me perguntou sem tirar seus braços de mim, e eu agradeci mentalmente por isso.
   A ardência em minha garganta voltou e eu tive certeza absoluta de que choraria mesmo se tentasse prender as lágrimas. Senti meu rosto molhar devagar enquanto uma lágrima caia e, muito mal, consegui ver seu rosto confuso se tornar uma careta.
   Você moveu seu dedão até a minha bochecha e enxugou a minha lágrima, numa cena dígna de filme. E me abraçou.
- Eu sei que foi imaturo da minha parte, sei que te deixei triste e me arrependo disso. Mas eu não conseguia falar com você depois, só não me pergunte porque.
   O encarei e entreabi meus lábios. Era sempre assim e por mais que quisesse, não conseguiria evitar. Ainda pude ver você chegando perto de mim antes de me beijar. Não te impedi, e senti você conseguindo o que queria desde o começo. Pra depois simplesmente ir embora.
   Porque por mais que eu tentasse acreditar em você, você sempre ia embora no final.


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Baseado em fatos reais.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Seu olhαr.

Para Léo Barreto
    O seu olhar pra mim foi intenso demais.
    Eu tentava desviar mas não conseguia, ainda sentia seus olhos nas minhas costas. Isso me encomodava.
    Você mantinha um semblante sério. Não deu um sorriso sequer. Isso também me encomodava.
    Mas aí eu fui embora. E o seu olhar intenso ficou pra trás. Se perdeu em montes de outros olhares vazios e sem sentido. Isso me deixou vazia.
    Porque uma parte de mim se perdeu naquele olhar. No seu olhar. E o seu olhar me fez falta. O seu olhar me deixou vazia.
    E eu fiquei pensando no porque da intensidade do teu olhar. No porque de seu rosto sem sorriso, quando os outros á sua volta riam. No porque de me deixar vazia. E eu me arrependi de ter ido embora. Queria ainda sentir o teu olhar, porque ele ainda me fazia falta.
    E a cena do seu rosto parado, com seu olhar intenso rondou a minha mente. Perguntas sem respostas, lágrimas com sorrisos, lembranças, medo.
    Medo de jamais ter seu olhar sobre mim novamente.
    E por mais que ele me encomodasse, eu queria o seu olhar intenso de volta.

sábado, 17 de outubro de 2009

Nada mais importa.

    Não quero mais vê-lo. Isso não importa.
    Não quero mais pensar nele. Isso não importa.
    Não quero desejá-lo. Isso não importa.
    Não quero ser deixada de lado por ele. Isso não importa.
    Não quero os olhos castanhos dele sobre mim outra vez. Isso não importa.
    Não quero as mãos frias dele na minha cintura. Isso não importa.
    Não quero o sorriso malicioso dele pra mim quando me vê. Isso não importa. Nada disso importa.
Talvez tudo o que ocorria em mim perto dele, não importava. Todos os efeitos que ele causava em mim, não importavam. Os arranhões distribuídos pelo corpo dele, não mais importavam. Aquela não era eu. Com ele eu nunca era eu. Nunca, mas isso não importava.
Tinha consciência dos meus atos, mas nunca media as consequências depois. Isso não importava. O que aconteceria depois não importava, o que importava era o aqui e agora. Apenas isso.
Ele sabia que eu nunca era eu quando estava com ele. Ele sabia que eu não queria, mas mesmo assim fazia. O que eu sentia não importava. Nada disso importava.
    Mas ainda assim, não quero os lábios dele contra os meus. Isso nunca importou.
    Não quero mais os lábios dele no meu pescoço. Não importa o quanto eu goste disso.
    Não quero mais lembrar de todas as atrocidades que cometíamos juntos. Não importa.
    Não quero mais encará-lo e receber um olhar frio como resposta. Realmente nunca importou.
    Não quero imaginar como seria se ele me beijasse outra vez. Simplismente não importa.
    Não quero o corpo dele contra o meu. Isso de verdade nunca importou.
Me desapontar foi horrivél. Saber que o que eu queria nunca teria, pior ainda. Mas ninguém teve o cuidado de me dizer isso da melhor forma possivél. Ninguém liga pra isso. Porque isso não importa. Pra ninguém, isso não importa. Só importava pra mim. Porque foi eu quem pensei que todo esse tempo, os olhos escuros mas mesmo assim frios dele, se dirigiam a mim. Porque os olhos dele eram inquisitivos, parecendo lerem a minha mente. Mas isso pra ele, verdadeiramente nunca importou.
    Porque eu não suportaria sentir ele outra vez. Isso nunca importou pra ninguém.
    Mas eu não suportaria encará-lo da mesma forma. Nunca importou.
Because nothing more it mattersporque nada mais importa.
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Baseado em fatos reais.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

I Hate.

    Eu odeio a forma como ela sorri.

    Eu odeio como tudo o que ela faz, me encanta. Desde o seu andar até a forma como fala.

    Eu odeio imaginar ela do meu lado, sempre.

    Eu odeio pensar nela á todo instante.

    Talvez, eu não devesse acreditar nessas minhas suposições precipitadas. Talvez eu devesse me aprofundar mais no assunto. Mas do que adiantaria eu ter certeza dos meus sentimentos, se talvez, eu não quisesse tê-los? Eu ao menos gostaria de saber, o que eu sinto de verdade. Embora, essa perspectiva me assuste um pouco. Tenho medo de não odiá-la. Tenho medo de enganar á mim mesmo pensando coisas que eu nem sei se são reais.

    Seria mentira eu dizer que não tenho medo de magoá-la. Eu seria hipócrita em dizer que nada que diz respeito á ela, me interessa. Ela me inspira confiança, paixão e sentimento. Ela é o oposto do que eu sou. Podem me julgar, eu não ligo. Ninguém sabe ao certo o que cada pessoa sente. Ninguém sabe o que eu sinto. Eu não sei o que eu sinto.

    Meus sentimentos são como nuances. Passam numa velocidade da qual eu não consigo distinguir quais são. Talvez eu esteja errado quanto á isso. Talvez eu apenas não queira descobrir quais são esses sentimentos que habitam em mim. Mas é um risco que eu quero correr. Talvez seja melhor pra ela saber o que eu sinto, ou não.

    Ao menos quero saber porque eu odeio tudo o que ela faz com tal intensidade que me assusta. Porque eu odeio ela em todos os sentidos. Porque eu a odeio e ela sabe disso. Pode ser que a resposta esteja na minha frente e eu apenas não a queira ver. Mas não sei dizer se tal suposição é real ou não. Por enquanto, vou só ficar com o único sentimento que eu sei ser real. E me dirijo especialmente á ela.

Eu odeio amar você.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Coração de papel.

    E lá estava ele. Um coração qualquer desenhado numa folha de papel qualquer. Era pequeno e vermelho, mas era um coração qualquer. Não era um coração perfeito, era até meio torto. Realmente um coração qualquer. Não tinha sentimento, não tinha vida. Era pra mim o mesmo que uma gota num oceano. Nada. Não me faria falta se fosse apagado. Não sairia de mim, mesmo que representasse o coração que batia em meu peito. A pergunta que pairava na minha mente era a mesma que estaria em qualquer uma numa situação dessas. "Por que?". Não sei. Nada de concreto me vinha á cabeça agora. Não tem motivo, não tem razão. Não tem porque.

    Mas eu continuava á encarar o coração vermelho na folha á minha frente. Sem motivo, sem razão, sem um porque formado na minha cabeça, mas a curiosidade em mim, me fazia admirar aquele coração sem vida. Uma imensa vontade de chorar se apossou de mim. Fiquei sem reação. Mas não pude conter as lágrimas que teimavam em sair. Sorri. Sem sentido eu sei, mas tive que sorrir. Me emocionei com um coração bobo? Aquela não era eu.

    Um sorriso estampado no rosto e lágrimas escorrendo pelas bochechas. Aquela definitivamente não era eu.

    Então o que havia acontecido comigo? Sorrindo feito boba enquanto chorava. Idiotice. Estupidez. Infantilidade talvez, não sei dizer ao certo. Uma lágrima solitária caiu do lado do coração, tive medo que manchasse e tirei o papel dali. Medo? Porque sentir medo de danificar um coração idiota num papel? Porque ter medo de estragar isso? É só um coração bobo de papel. Que eu nem ao menos sei o porque de estar aqui.

    A curiosidade tomou conta de mim bem rápido. Tinha que saber quem deixou aquele estúpido coração da papel ali. Aquele coração estúpido que me fez chorar. No papel, não havia remetente ou sequer uma pista. Isso me intrigou profundamente. Do nada, eu olhei pra você. Me encarava de forma preucupada, como se quizesse saber o que eu pensava. Sorri, assim que tive certeza do que eu sentia. Havia descoberto afinal, porque já não tinha jogado aquele papel no lixo. Havia descoberto o porque de ter chorado e de ter sorrido ao mesmo tempo.

    Porque quem me mandou aquele coração de papel, foi você.